Um imigrante italiano de nome Aleixo Falci, transferindo-se do Rio
de Janeiro para Belo Horizonte, aqui inaugurou uma loja, considerada
um verdadeiro Shopping Center para a época, e se chamava casa "Bella
Venezia". Em seguida, trouxe seu filho, Antônio Falci, para
ajudá-lo. Antônio logo se revelaria exímio organizador e
administrador do Patrimônio Falci.
A Casa Falci funcionou inicialmente na avenida Afonso Pena, 529.
Este imóvel foi restaurado pela família para a festa dos 100 anos de
BH. A empresa, nesses 89 anos, funcionou ainda na av. Olegário
Maciel, 263 e no atual prédio, na mesma avenida, no número 484.
Os negócios expandiram-se junto com o crescimento de Belo Horizonte,
e em 1911 muda-se a razão social para Aleixo Falci & Filho.
Em 1914, Antônio assume todo o comando e muda o nome da empresa para
Casa América, mantendo-o até 1922, quando altera-o para Ferragens
Antônio Falci.
A Casa Falci está presente nos mais significativos marcos da
construção de Belo Horizonte, e para sua informação nós fornecemos o
material para a construção do Pirulito da Praça Sete, para a
construção do prédio da Rede Ferroviária Federal, na Praça da
Estação, do Grande Hotel de Araxá e para a Casa de Repouso do
Governador mineiro Arthur Bernardes. Também fornecemos material para
todo o conjunto Arquitetônico da Pampulha.
Fomos um dos primeiros a realizar importações diretamente de
empresas na Alemanha, Espanha e Inglaterra, não utilizando o eixo
Rio - São Paulo, que principalmente naquela época, detinham o
monopólio dos negócios com o exterior.
Nos meados da década de vinte, já era tão expressiva a nossa
influência no econômico comercial, que quando ocorrem boicotes ao
fornecimento de carvão para a Central do Brasil, (as locomotivas,
lembre-se, eram movidas à vapor), foi Antônio Falci, o responsável
pela solução do problema.
Os primeiros grandes clientes da Casa Falci, até 1946 foram o
Governo do Estado, a Cia. Belgo Mineira, a Mineração Morro Velho e a
Cia. Força e Luz.
Em 1936, inicia-se na empresa, representando a terceira geração, o
engenheiro Renato Falci, que deu-lhe forte impulso comercial, mas
sobretudo, protegendo-a como empresa orientada para a comunidade
estimulando ações classistas como a criação do CDL, sendo presidente
da Associação Comercial, a Junta Comercial, criou o centro de
Estudos Econômicos além de várias outras iniciativas e atividades
com o mesmo espírito.
Posteriormente ao engenheiro Renato Falci, sucederam-lhe,
representando a quarta geração, os filhos Antônio, Marcelo,
Virgílio, Cláudia e Bruno Selmi Dei Falci.
A partir de 1993, a administração passou a ser de Bruno Selmi Dei
Falci.